Gestão de processos repetitivos e inovação

Conheci este vídeo através da professora de filosofia do meu filho e adorei! Acredito que ele possa nos proporcionar algumas reflexões importantes para crianças e adultos:

  • Certas atividades precisam efetivamente seguir um processo repetitivo e sequenciado de trabalho, com as pessoas empenhando-se coletivamente para atingirem os resultados. Alguns exemplos seriam: a manutenção da infraestrutura de um website, a montagem de uma exposição e a construção de um edifício. Nestes casos em que a rotina seja inevitável, é possível fazê-la mais eficiente e divertida ao mesmo tempo?
  • A formiga chefe percebeu que a formiguinha estava tentando agir de forma diferente e insistiu para que a “linha de produção” não parasse. A chefe poderia ter se questionado por que a formiguinha não estava simplesmente seguindo a rotina?
  • Para implementarmos inovações num processo, precisamos interromper os trabalhos por um tempo, permitindo que os colaboradores explorem as inúmeras possibilidades daquela rotina, otimizando-a. Ao realizar esta exploração em simultâneo com a execução, a formiguinha atrapalhou o rendimento de todos e ainda machucou algumas companheiras. A formiguinha conversou antes com as colegas e com a chefe, propondo um tempo dedicado para a exploração das possibilidades e a revisão daqueles processos?
  • A formiguinha usou a infraestrutura existente no local de uma forma criativa, enxergando usos inusitados nos objetos do seu entorno. Por exemplo, aproveitando um cogumelo para saltar e uma folha para voar. É possível, com os recursos existentes, atingir melhores resultados?
  • Para aperfeiçoarmos a nossa rotina, devemos empreender alguns esforços adicionais. A formiguinha precisou cavar um buraco e mover o cogumelo para montar aquele trampolim. Isso acontece conosco, por exemplo, quando paramos as atividades para fazer algum curso ou aprender um software novo. Contudo, este tempo será recompensado logo depois. Estamos multiplicando e economizando o nosso tempo futuro, investindo hoje em capacitação e inovação?
  • Algumas tarefas que antes eram feitas individualmente foram substituídas por trabalhos coletivos, como pular na água para gerar uma onda e, assim, regar a árvore mais rápida e abundantemente, com menos esforço. As tarefas que são individuais e as que são coletivas estão corretamente distribuídas no processo?
  • A formiguinha constatou que a folha voava e arriscou embarcar nesse voo. Toda mudança implica em algum grau de risco. Estamos avaliando corretamente os riscos envolvidos no nosso trabalho antes de tomarmos nossas decisões?
  • Quando aprendeu uma nova maneira de fazer as coisas, a formiguinha liderou as colegas e transmitiu essas informações, apontando o caminho. Com isso, ajudou a si própria e ao grupo. Agora, cada formiguinha consegue levar uma folha inteira (e não um pedaço apenas), fazendo isto de forma muito mais rápida. Temos compartilhado conhecimento com os colegas e liderado pelo exemplo?
  • A chefe coloca a mão na massa e retira as folhas, entregando-as para as formiguinhas e agilizando o processo. A liderança apenas dá as ordens ou arregaça as mangas e atua na linha de frente com o grupo quando for pertinente?
  • Por fim, a chefe e as colegas não ficaram com “ciúmes” ou com raiva da formiguinha exploradora. Pelo contrário, abraçaram as suas inovações e, com isso, a rotina de trabalho ficou mais produtiva e interessante para todos!

Notas

Agradecimentos: Alberto Nogueira Veiga, Paulo Rocha e todos os que me deram seu precioso feedback, obrigada pelos comentários e sugestões.

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